
O evento “ClimaCorp: Liderança empresarial na era da transição climática”, promovido pelo Reset no dia 13 de agosto, reuniu executivos do setor privado para debater como as empresas em que atuam vêm trabalhando para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.
O encontro foi patrocinado por Natura, Itaú, BRF Marfrig, Bradesco, Suzano, Banco ABC Brasil, Eletrobras e Santander. Ele faz parte do projeto COP30, que conta ainda com uma editoria especial, uma série de podcast original, boletins e webinars.
O dia começou com a exibição de uma entrevista gravada com Ana Toni, CEO da COP30, que falou sobre as expectativas de resultados das negociações, sobre o futuro das conferências do clima e sobre a mobilização de empresas e instituições financeiras na tarefa de implementar as decisões tomadas ao longo de mais de três décadas de diplomacia do clima.
Na sequência, Beto Abreu, da Suzano, João Paulo Ferreira, da Natura, e Flavio Souza, do Itaú BBA, participaram da roda de CEOs, painel que mostrou que criar modelos econômicos que transformem a sustentabilidade em vantagem competitiva virou agenda obrigatória da alta liderança. E também a importância de marcos regulatórios para viabilizar a transição.
No segundo painel, “Setor financeiro: descarbonização de portfólios e financiamento climático”, líderes da área de sustentabilidade de três bancos concordaram que as instituições financeiras precisam ir além do papel de credores tradicionais.
Caio Andrade, head de ESG do Bradesco BBI, Leonardo Fleck, diretor de sustentabilidade do Santander Brasil, e Fabiana Silva, head ESG e de finanças sustentáveis do ABC Brasil, destacaram que hoje os bancos precisam atuar como facilitadores e catalisadores da transição.
Os três bancos têm metas de redução de emissões financiadas. Para isso, é preciso engajar clientes e criar sistemas internos de medição de emissões, com políticas de descarbonização.
No papo que encerrou o evento, “Da carne ao cimento, a trajetória da indústria para o baixo carbono”, Mariana Orsini, líder da Dow no Brasil, Paulo Pianez, diretor global de sustentabilidade da Marfrig BRF e Álvaro Lorenz, diretor global de sustentabilidade da Votorantim Cimentos, falaram sobre os desafios de reduzir as emissões de carbono em seus negócios.
Os setores químico, de cimentos e a pecuária têm dificuldades particularmente desafiadoras, mas os três trouxeram cases de suas empresas que mostram que a jornada é dura, mas não impossível.
Assista abaixo à íntegra das sessões:
Entrevista com Ana Toni, CEO da COP
CEOs respondem: qual o papel do setor privado na transição climática?
Setor financeiro: descarbonização de portfólios e financiamento climático
Da carne ao cimento, a trajetória da indústria para o baixo carbono