Verdinhas: IA aumenta as emissões do Google e pressiona metas climáticas

A expansão da inteligência artificial elevou em 18% as emissões de gases de efeito estufa do Google em 2025. Segundo o relatório de sustentabilidade da empresa, divulgado nesta terça-feira (30), o aumento se deve principalmente pela construção e operação de data centers, que exigem mais energia, servidores, chips, aço e concreto. 

A demanda de eletricidade cresceu 37% no último ano, o maior salto da história da empresa. Desde 2019, ano-base das metas climáticas, as emissões aumentaram cerca de 80% e a demanda por energia cresceu 250%. 

A meta da empresa é atingir emissões líquidas zero em todas as operações e cadeia de valor e reduzir pela metade as emissões absolutas até 2030.

A empresa afirma que suas emissões seriam cinco vezes maiores se não tivesse 35 GW contratados em energia limpa (solar, eólica, geotérmica e nuclear) e melhorias de eficiência em hardware e software. Segundo o relatório, os data centers do Google consomem cerca de 83% menos energia do que a média do setor para realizar a mesma carga computacional.

O Google não divulga dados de eficiência hídrica, mas disse que fez a reposição hídrica de  29 bilhões de litros de água doce em 2025, o equivalente a 78% de seu consumo. O relatório cita ações que a empresa faz para recompôr ou devolver à natureza e às comunidades o volume de água equivalente ao que a empresa consumiu: captação de água de chuva, recarga de aquíferos, detecção de vazamentos e previsões meteorológicas para agricultores. 

A meta é repor 120% da água consumida em média em seus escritórios e data centers até 2030.