
Mal nasceu e parece que já morreu a proposta de o Brasil criar uma estatal para garantir o controle nacional sobre minerais críticos. De Brasília para o Ceará, o governo chinês será sócio do data center do TikTok que está sendo construído no Porto de Pecém.
Lá fora, a Meta contratou uma bateria capaz de armazenar energia por mais de 100 horas – para usar nos seus data centers. Diante de tamanha demanda por energia, as termelétricas a gás natural ficaram mais caras nos Estados Unidos.
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Terrabras, o fim?
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não apoiar os projetos de lei que propõem a criação de uma estatal para atuar na exploração de terras raras, que ganhou o nome de Terrabras. O tema foi discutido em reunião realizada com vários ministérios nesta quarta-feira (22) no Palácio da Alvorada, convocada pelo próprio presidente. A avaliação é que o modelo não é necessário agora e poderia criar entraves regulatórios, apurou o G1.
A criação de uma estatal enfrenta resistências internas no governo. A bancada do PT na Câmara defende a criação da Terrabras, com o argumento de soberania nacional, planejamento público e controle desde a pesquisa.
Data center do TikTok
O China-LAC, fundo estatal da China para investimentos na América Latina, adquiriu uma participação no data center do TikTok em construção no Ceará, segundo informações do InvestNews. O fundo será sócio no Omnia, empresa criada pelo Pátria Investimentos para construir o data center da ByteDance, controladora do TikTok. O data center deve demandar cerca de R$ 200 bilhões em investimentos ao longo de dez anos. O percentual adquirido e os valores não foram divulgados.
Baterias de 100 horas
A Meta fechou um acordo com a Noon Energy reservando até 100 GWh de capacidade de armazenamento para fornecer energia de forma contínua à sua infraestrutura de data centers – essa quantidade de energia seria suficiente para abastecer 25 mil residências por um ano. Esse tipo de acordo, de reserva antecipada, é comum, pois construir infraestrutura de energia leva anos.
O sistema prometido pela Noon é capaz de armazenar energia por mais de 100 horas. A empresa usa carbono e oxigênio, elementos abundantes e baratos, no lugar de lítio para o armazenamento, separando e recombinando os dois elementos para guardar e liberar eletricidade. A tecnologia ainda é jovem. Por isso, o contrato com a Meta prevê um piloto de 25 megawatts a ser concluído em 2028, que servirá como teste.
Energia cara
Os custos de construção de usinas termelétricas a gás natural nos Estados Unidos aumentaram 66% entre 2023 e 2025, segundo relatório da BloombergNEF. Para a publicação, o número reflete a crescente demanda por energia elétrica, impulsionada pelos data centers, que devem necessitar de 106 gigawatts (GW) adicionais de eletricidade no país até 2035. É o suficiente para abastecer 53 milhões de residências.
Quem usa IA no trabalho
Trabalhadores mais bem pagos e experientes adotam a inteligência artificial em seus empregos muito mais rapidamente que os demais, segundo uma pesquisa do jornal Financial Times e da empresa Focaldata com 4 mil trabalhadores nos Estados Unidos e no Reino Unido. Neste grupo, 60% usam IA diariamente, em comparação com apenas 16% dos que ganham menos.
É uma disparidade que ameaça ampliar a desigualdade, segundo a publicação. A lógica é que trabalhadores mais qualificados usam a IA para ampliar sua produtividade e, portanto, seu valor de mercado, enquanto os menos qualificados não conseguem fazer o mesmo ou têm suas funções substituídas.
Venda de carros elétricos em alta
As vendas de carros elétricos na Europa aumentaram 33,5% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento é da New AutoMotive, organização que monitora o mercado de carros eletrificados, em parceria com a associação comercial E-Mobility Europe.
Somente no mês de março o acréscimo foi de 51%, impulsionado pelo conflito entre EUA e Irã iniciado em fevereiro deste ano, que provocou alta nos preços do petróleo. Também em março, 98% de todos os carros novos vendidos na Noruega foram elétricos. Em segundo lugar ficou a Dinamarca (76%) e, em terceiro, a Finlândia (50%).
Chuvas e secas no PIB
As chuvas e secas extremas provocam perdas anuais de aproximadamente R$ 110 bilhões ao PIB brasileiro. E se o aquecimento da temperatura global chegar a 2°C, os danos podem subir para R$ 145 bilhões ao ano, com um aumento de 42% nas cidades atingidas por secas extremas. Entre os setores da economia, o mais impactado é o da agropecuária. Os dados são de um estudo produzido pelo Centro Internacional de Estudos Celso Furtado com apoio do Instituto Clima e Sociedade (ICS).
Corredor de biometano
O BNDES aprovou um financiamento de R$ 140 milhões para que a transportadora TransJordano adquira 100 caminhões movidos a biometano e construa três postos de abastecimento. Os postos serão nos municípios de Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo, e poderão ser utilizados por caminhões de outras transportadoras.
O fornecimento do biometano, gás renovável produzido a partir de resíduos orgânicos que substitui o gás natural, ficará a cargo da Ultragaz. Fundada em 1998 no município de Paulínia (SP), a empresa possui 1.500 veículos.





